Cristianismo também é cultura...
HISTÓRIA DE MISSÕES:
Relatório do filme : A Missão (tem nas locadoras) Faça seu próprio comentário !
Contexto Político
Jogo de interesses entre Portugal, Espanha e Roma. Havia o Tratado de Tordesilhas que resolvia o questão das terras. Roma manipulava os soberanos para se manter no poder.
Contexto Econômico
Os colonizadores queriam subjugar os nativos para trabalho escravo visando lucros financeiros: extração de minérios e cultivo da terra. Considerados como animais, achavam ser preciso “dominá-los pela espada e obrigá-los ao trabalho pelo chicote” [citado no filme] Os jesuítas atrapalhavam esse intento.
Contexto Religioso
Conversando com um jesuíta, o cardeal diz:- “É preciso amputar um braço para salvar o corpo”. O Marquês de Pombal...(quem era ?) queria acabar com a Ordem dos jesuítas _qual o motivo? Quem eram os jesuítas? (no filme não diz, precisa pesquisar por fora*)
Para não fazê-lo, exigia a retirada dos índios das Missões onde estavam protegidos pelos jesuítas.
Contexto missionário
Os jesuítas faziam seu trabalho de catequese como de costume: “cristianizar os indígenas “para a glória de Deus” e aumento temporal da Igreja. Esse trabalho era feito de modo extremamente pedagógico com a preservação de boa parte da cultura indígena. Para isso, agrupavam os índios em redutos- chamados no filme- de Missões- onde os índios eram protegidos dos brancos e onde aprendiam agricultura, pecuária, artesanato .Eram muito organizados, Havia distribuição igualitária dos lucros. A alfabetização era feita na língua indígena.
[ Estudos de História Moderna e Contemporânea - Raymundo Campos Ed Atual ]
Comentário sobre o filme Bem feito. Lindas paisagens da selva e rios. O canto dos pássaros captado na filmagem faz parte do cenário natural.
Comentário sobre a história
Interessante notar a abordagem dos jesuítas: indo de encontro à necessidade da pessoa, mostravam amor, e levavam os outros a também expressar amor, pelo exemplo deles e ensino das Escrituras. Mostra os conflitos pessoais diante da opressão, reações diversas ao domínio pela violência.
Resultado final: tanto os que tentaram resistir pelas armas, como os que tentaram uma resistência pacífica, ambos foram dizimados.
O narrador deixa uma consideração:
# os que morreram viveriam na memória dos que ficaram vivos !
É de se pensar... Uns morreram pelo que acreditaram,
Outros, sobreviveram por abrirem mão do que acreditavam.
Vale a pena viver desse jeito ? J