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Qual de vocês não busca o que perdeu?
“Os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: — Este recebe pecadores e come com eles. Então Jesus lhes contou esta parábola: — Qual de vocês é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? E, quando a encontra, põe-na sobre os ombros, cheio de alegria. E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: “Alegrem-se comigo, porque já achei a minha ovelha perdida.” Digo a vocês que, assim, haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.” Lc15.2 a 7
Lucas e Mateus registraram a parábola de Jesus sobre a ovelha perdida. Lucas revela o contexto onde os fariseus e escribas, murmuravam acusando Jesus de receber e comer com pecadores. Facilmente denunciam que não se viam como pecadores, mas como cumpridores de toda a lei, o que sabemos ser impossível. Não entendiam que o propósito da lei era revelar que todas as pessoas são pecadoras e precisam de um Salvador, pois ninguém pode salvar a si mesmo cumprindo a lei.
Em resposta à acusação deles, Jesus respondeu contanto uma sequência de três parábolas: a ovelha, a dracma, e os filhos perdidos.
Na parábola da ovelha Jesus começa com uma pergunta direta e obvia: qual de vocês que, perdendo uma ovelha entre cem, não vai em busca da ovelha perdida? A resposta intuitiva é: todos iriam atrás da sua ovelha perdida.
*Em nosso contexto não lidamos com ovelhas, não somos de contextos rurais, e por isso, temos dificuldade para perceber um ponto importante da parábola: o valor de uma ovelha. Na época de Jesus, uma ovelha tinha um alto valor. Uma família de classe média, tinha geralmente entre 5 a 10 ovelhas. Os aldeões se juntavam e contratavam um pastor, escolhido a dedo, homem digno da confiança deles, para cuidar das ovelhas de todos. Sabendo disso, podemos entender a urgência de recuperar uma única ovelha. Não era apenas sair procurando a ovelha perdida, mas procurar até encontrar, revelando uma busca incansável, que poderia ser longa. Envolvia esforço, persistência, preocupação.
*Assim, podemos ter um vislumbre da alegria ao encontrar a ovelha perdida. Jesus descreveu assim: “põe-na sobre os ombros, cheio de alegria. E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: “Alegrem-se comigo, porque já achei a minha ovelha perdida.”
*Que cena emocionante! Uma alegria compartilhada com parentes e amigos!
*Jesus concluiu falando claramente onde queria chegar. Ele disse: “haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.”
*Jesus estava falando do valor da vida de um publicano, de um pecador, que sabendo ser pecador, recebe a salvação em Jesus. Já os 99 justos que pensam não precisar de arrependimento, descreve a realidade dos fariseus, escribas e de todos que não reconhecem sua verdadeira necessidade do Senhor.
*Quantas lições para nós,
(não é mesmo? )
*Será que somos ovelhas já resgatadas por Jesus?
-*Ou nos assemelhamos aos fariseus, achando que somos tão bons que não precisamos de salvação? E ...
*se já desfrutamos do aprisco do Senhor, temos nos juntado a Ele na busca pelas ovelhas perdidas?
*Que possamos viver a profunda alegria de ser ovelha do Bom Pastor e de testemunhar o incrível resgate das ovelhas perdidas para os braços do Salvador!
Elayne Manzano
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