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2 A quem amar?
“— Vocês ouviram o que foi dito: “Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo.” Eu, porém, lhes digo: amem os seus inimigos e orem pelos que perseguem vocês, para demonstrarem que são filhos do Pai de vocês, que está nos céus. Porque ele faz o seu sol nascer sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos. Porque, se vocês amam aqueles que os amam, que recompensa terão? Os publicanos também não fazem o mesmo? E, se saudarem somente os seus irmãos, o que é que estão fazendo de mais? Os gentios também não fazem o mesmo? Portanto, sejam perfeitos como é perfeito o Pai de vocês, que está no céu” – Mt5.43 a 48
Jesus não economizou palavras para confrontar a religiosidade que encontrou em seus dias. No Sermão do Monte, por 5 vezes, Ele iniciou um assunto dizendo “vocês ouviram o que foi dito”, se referindo ao ensino dos fariseus e escribas da época. Em seguida, fazia a correção, iniciando sua frase com “eu, porém, lhes digo”.
Neste bloco o assunto era o amor. O ensino para amar o próximo e odiar o inimigo, não tem fundamento na lei da Moisés; era uma distorção da lei. Para os judeus, próximo era quem pensava e se comportava de mesma forma, era outro judeu. Os demais eram os inimigos.
Em sua correção Jesus os desafiou, e a nós, a amar os inimigos e orar por quem nos persegue. E explicou que, ao agir assim, estaremos revelando que somos filhos de Deus. Os filhos se parecem com seus pais; da mesma forma, os filhos de Deus, devem pensar, sentir e agir como seu Pai.
Jesus também falou da graça da comum, da bondade de Deus em providenciar o sol, a chuva, e tantas outras coisas que são dádivas de Deus para toda a humanidade, e revelam Seu amor por todos, e não apenas por seus filhos.
Então temos as perguntas de Jesus: Que recompensa temos em amar quem nos ama, e o que fazemos demais em saudar os que são nossos irmãos? Os publicanos e os gentios não fazem o mesmo? Jesus está dizendo que amar e tratar bem quem nos ama é natural, espontâneo. Tão natural que até quem não anda com Deus é capaz de agir assim. Mas os filhos de Deus são chamados a ir além, compartilhando o amor que recebemos do Pai e somos chamados a viver. Estas perguntas de Jesus nos levam a refletir se temos ou não espelhado o amor do Pai.
Logo entendemos que somos incapazes de naturalmente amar nossos inimigos e orar por quem nos persegue. Nosso amor natural é reativo; respondemos amorosamente a quem nos faz bem, a quem demonstra amor por nós. Já o amor de Deus, o amor que Ele quer gerar em nós, é proativo, é amor que vai em direção ao outro, procura o seu bem, ora por ele, mesmo quando não nos faz bem ou ainda quando nos faz mal. Parece bem difícil amar assim, não é mesmo?
E o que dizer da frase de Jesus: “sejam perfeitos como é perfeito o pai de vocês”? Impossível talvez seja nossa resposta imediata. Isso porque olhamos para nós e nossas limitações. O que Jesus quer é que nosso referencial seja o Pai. Ele é o modelo. Ele é perfeito e nos convida a contemplar e refletir a Sua perfeição! E, assim, demonstraremos que somos verdadeiramente filhos do nosso Deus e Pai que está nos céus!
Elayne Manzano.
Obs: o mundo espera, precisa ... VER VIDAS que demonstrem o amor de Deus. Ouvi: IGREJA não é só culto, acima de tudo, IGREJA É ABRAÇO: quando foi a última vez que vc visitou e orou com um irmão na fé? –x-
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